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RoteiroEpisódio

Este artigo é um roteiro do Episódio 1: Chrysalis.

Pesadelo

Há uma tempestade muito forte. A floresta e o farol são brevemente iluminados pelos relâmpagos. Max está deitada no chão com os olhos fechados. Ela lentamente abre os olhos e olha ao seu redor.

Max (pensando): Onde estou? O que está acontecendo? (levantando) Estou presa em uma tempestade? Como cheguei aqui? E onde exatamente é "aqui"?

Max avista o farol ao longe.

Max (pensando): Espere... lá está o farol! Ficarei segura se conseguir chegar até lá... Espero eu... Por favor, deixe-me chegar até lá...

Max levanta o braço esquerdo para se proteger da tempestade e começa a caminhar.

Max (pensando): Vamos, Max, você consegue...

Max alcança o farol e vê o tornado se aproximando de Arcadia Bay.

Max: Puta merda.

Um barco de pesca é levantado pelo tornado e bate no farol, partindo-o ao meio. A parte de cima do farol começa a cair em cima de Max.

Max: Uou! Não!

Blackwell

Aula de Fotografia

Max acorda na sala de aula e observa as pessoas ao seu redor.

Max (pensando): Uou! Isso foi tão surreal.

Sr. Jefferson: Alfred Hitchcock disse que os filmes eram "pequenas partes do tempo". Mas ele poderia estar falando de fotografia, o que provavelmente era o caso.

Max (pensando): Certo... estou na aula...

A caneta de Stella cai no chão e ela se abaixa para pegar.

Max (pensando): Está tudo bem... eu estou bem...

Sr. Jefferson: Essas partes do tempo podem nos mostrar em nossa glória e nossa tristeza; da luz às sombras; das cores ao chiaroescuro.

Taylor joga uma bola de papel em Kate.

Sr. Jefferson: Agora, vocês podem me dar um exemplo de um fotógrafo que capturou perfeitamente a condição humana em preto e branco?

O celular da Victoria vibra.

Max (pensando): Eu não dormi, e... isso com certeza não pareceu um sonho... estranho.

Max olha para sua foto em cima da mesa e volta a prestar atenção na aula.

Sr. Jefferson: Alguém? Bueller?

Victoria: (levantando a mão) Diane Arbus.

Sr. Jefferson: Isso aí, Victoria! Por que a Arbus?

Victoria: Por causa das imagens de rostos sem esperança dela. Você se sente completamente aterrorizado pelos olhos tristes daquelas mães com seus filhos.

Sr. Jefferson: Ela via a humanidade torturada, certo? E, sinceramente, isso é besteira. Shh, não contem isso pra ninguém. Mas falando sério, eu poderia enquadrar qualquer um de vocês em um canto escuro e capturar a pessoa em um momento de desespero. E qualquer um de vocês poderia fazer isso comigo. Não é fácil demais? Óbvio demais? E se a Arbus tivesse escolhido capturar as pessoas no auge de sua beleza ou inocência? Ela tinha um ótimo olho, então poderia ter escolhido outra abordagem.

Victoria: Tenho que admitir, não sou muito fã do trabalho dela. Eu prefiro... o Robert Frank.

Sr. Jefferson: Eu também, Victoria. Ele capturou a essência do período pós-guerra dos EUA. E houve honestidade quanto às condições econômicas da era, mas uma beleza na luta. Você não consegue beleza sem esforço. O que explica por que o Frank foi a inspiração fotográfica de Kerouac e ambos foram grandes cronistas nos anos 50. Bem... todos já vimos a fotografia icônica de Kerouac na varanda — e, se vocês não viram, é uma pena — capturando a solidão urbana romântica do poeta do século XX. Entenderam? Agora, comparem a Americana perfeccionista de Frank com as fotografias surrealistas do Salvador Dalí. Como Cocteau, ele foi um verdadeiro homem renascentista, e seus famosos autorretratos são exemplos pioneiros daquela palavra horrorosa que vocês moleques tanto amam, a "selfie". É uma grande tradição e eu, de coração, luto pelo direito da autoexpressão. Ou autorretratação. Hah, foi mal, eu sei. Então, se alguém quiser questionar o retrato como narcisismo moderno, poderiam voltar centenas de anos atrás para culpar a sociedade. Falando em questionar, aposto que vocês acharam que eu falaria até o sinal tocar. É a vez de vocês darem continuidade à aula. Agora, com base nos capítulos que não tenho dúvidas de que vocês memorizaram, quem pode me dizer o nome do processo que levou à origem do autorretrato?... Alguém? Isso não parece bom.... Apenas se manifestem com uma resposta... Isso estava nos capítulos que vocês leram... Vocês leram os capítulos, né?... O silêncio de vocês é ensurdecedor... Se isso fosse uma fotografia, eu chamaria de "natureza morta".

Max tira uma foto com sua câmera.

Sr. Jefferson: Shh, acho que a Max tirou o que vocês jovens chamam de "selfie"... Uma palavra idiota para uma tradição fotográfica incrível. E a Max... tem um dom. É claro, como todos sabem, o retrato fotográfico é popular desde o início de 1800. A geração de vocês não foi a primeira a usar imagens para se expressar com "selfies". Foi mal. Não pude resistir. O fato é que, o retrato sempre foi um aspecto essencial da arte e da fotografia, desde o seu surgimento. Agora, Max, como você capturou nosso interesse e claramente quer participar da conversa, pode por favor nos dizer o nome do processo que deu origem aos primeiros autorretratos?

Está perguntando pra mim?
Max: Essa pergunta é pra mim? Me deixe pensar... Hm...

Eu sabia...
Max: Eu sabia! ...Mas meio que esqueci.

Sr. Jefferson: Ou você sabe, ou não, Max. Tem alguém aqui que sabe a resposta certa?

Victoria: Louis Daguerre foi um pintor francês que criou o "daguerreótipo", um processo que deu aos autorretratos um estilo refletivo, como um espelho. (virando para Max) Agora você está completamente presa na zona retrô. Que triste.

Taylor ri.

Sr. Jefferson: Muito bem, Victoria. O processo daguerreótipo trouxe mais detalhes aos rostos das pessoas, tornando-os extremamente populares a partir de 1800. O primeiro autorretrato daguerreótipo americano foi feito por Robert Cornelius. Vocês podem descobrir tudo sobre ele... no livro escolar. Ou até mesmo... na internet.

O sinal toca e os alunos começam a se levantar.

Sr. Jefferson: E, pessoal, não se esqueçam do prazo para mandar uma fotografia para a competição "Heróis do Cotidiano". Eu viajarei com o vencedor para São Francisco, onde ele será presenteado com o mundo da arte. É uma ótima exposição e pode dar início à uma grande carreira fotográfica. Então, Stella e Alyssa, se organizem. Taylor, não se esconda, ainda estou esperando a sua participação também. E, sim, Max, estou vendo você fingir que não me vê.

Os alunos saem e Victoria vai falar com Jefferson na mesa dele.

Max (pensando): A Victoria não desperdiça um segundo babando ovo...


Conversa de Jefferson e Victoria

Sr. Jefferson: Sim, Victoria, você ainda tem que fazer seu dever de casa essa semana, mesmo enviando sua foto para a competição. Todos na turma estão enviando uma foto, então, pode ver o dilema?

Victoria: Eu sei, Sr. Jefferson. Mas é que eu trabalhei tanto nessa fotografia e tenho certeza de que você sabe como é estar consumido por seu trabalho. Eu só acho que a competição Heróis do Cotidiano é um evento cultural muito importante e quero representar a Academia Blackwell.

Sr. Jefferson: Você já está só por ter participado, mostrando-se para o mundo afora. Bem, não importa o vencedor, isso é só uma parte do que está por vir. Não quero que ninguém se sinta excluído desse processo. Mas também quero que todos saibam que esse mundo da fotografia não é pra qualquer um. Tive meu momento com a câmera e todos devem ter a mesma chance, correto?

Victoria: Ah, com certeza. Eu só quero compartilhar todos os dons que eu tenho com o mundo...


Conversa Opcional com a Kate

Max: Olá, Kate.

Kate: Ah, olá, Max.

Espero não ter constrangido você...
Max: Kate, espero não ter constrangido você com minha resposta horrível.

Kate: É uma merda ser o centro das atenções.

Max: A menos que você seja a Victoria.

Kate: Ela não chega a seus pés, Max. Bem, é melhor eu ir embora.

Max: É, eu também. Falamos depois.

Kate: Claro.

Você parece quieta hoje.
Max: Você parece quieta hoje.

Kate: Só estou pensando demais...

A Victoria já venceu...
Max: Acho que a Victoria já venceu a competição... Como sempre.

Kate: Ela não chega a seus pés, Max. Bem, é melhor eu ir embora.

Max: É, eu também. Falamos depois.

Kate: Claro.

Que tal uma xícara de chá?
Max: Entendo. Quer tomar uma xícara de chá e reclamar da vida?

Kate: Obrigada, mas hoje não. Tenho que fazer o dever de casa.

Max: Sem problemas. Nos encontramos depois.

Kate: Claro.


Conversa com o Jefferson

Max: Com licença, Sr. Jefferson, posso falar com você por um segundo?

Victoria: Sim, dá licença.

Sr. Jefferson: Não, Victoria, dá licença você. Eu jamais deixaria uma das futuras estrelas da fotografia não entregar sua foto.

Tenho mesmo que fazer isso?
Max: Tenho mesmo que fazer isso? É que eu acho que não é algo muito importante.

Não tive tempo...
Max: Não tive tempo suficiente... Muito dever de casa.

Sr. Jefferson: Max, você é melhor fotógrafa que mentirosa... Eu sei que é um saco ter de ouvir um velho dando aula, mas a vida não espera você tomar alguma atitude. Você é jovem, o mundo é seu, blá blá blá, entende? Mas você realmente tem um dom. Tem a capacidade de fotografar e enquadrar o mundo de uma maneira que só você enxerga. Agora, tudo que você precisa é de coragem para compartilhar esse dom com os outros. É isso que separa os artistas dos amadores.

Max sai da sala de fotografia.


Corredor

Max (pensando): Bem-vinda ao mundo real...

Vários alunos começam a caminhar pelo corredor.

Max (pensando): Preciso muito de um tempo no banheiro. Jogar água no rosto e garantir que não estou parecendo uma idiota.

Max se encosta na parede e coloca seus fones de ouvido. Ela põe uma música para tocar e se desencosta da parede.


Conversa de Juliet e Zachary

Juliet: Você não disse o quanto estou bonita ainda.

Zachary: Eu já ia dizer. Você está sempre bonita.

Juliet: Só bonita?

Zachary: Sexy.

Juliet: Então, talvez eu te mande uma fotinho especial durante a aula.

Zachary: Não pense em me provocar.

Juliet: Você sabe que eu não provoco.

Zachary: Odeio aquela aula de ciências com aqueles nerds.

Juliet: O que isso tem a ver?

Zachary: Hã, porque se você me mandar uma foto não vou ficar entediado.

Juliet: Você é um idiota.


Conversa de Courtney e Taylor

Courtney: Por que alguém iria querer andar por aí com uma câmera analógica ridícula?

Taylor: Porque a Max quer que todos vejam como ela é descolada.

Courtney: Até parece. Ela é toda tímida.

Taylor: Ela é tímida pra caralho, tira selfies com uma câmera gigante.


Conversa de Justin e Dana

Justin: Tô falando sério. Eu não conseguia nem sair do sofá.

Dana: E quando é que você consegue?

Justin: Quando tenho que me medicar. E te ver.

Dana: Você devia parar de fumar.

Justin: Eu parei, Dana. Eu não fumo desde... Desde que acordei às sete.

Dana: De que adianta vir pra aula quando está chapado?

Justin: De que adianta vir pra aula?

Dana: Tá bom, rebelde.

Justin: Além do mais, pra que você acha que serve a hora do lanche?

Dana: Você é tão bobo que nunca consigo ficar brava com você.

Justin: Quer um pouco do meu Fire OG?


Conversa de Logan, seu amigo e Daniel

Logan: Ei Daniel, tá lembrado que hoje é dia de pagar?

Amigo: É, de pagar...

Logan: Eu sei que você não se esqueceu que nos deve dinheiro.

Daniel: Eu esqueci o porquê.

Logan: Pra garantir que ninguém te dê uma surra.

Amigo: É, uma surra.

Daniel: Logan, sério, me deixa em paz.

Logan: Você não manda em mim, mano.

Amigo: Não manda, mano.

Daniel: Não, eu só tô... Só tô tentando ir pra aula.


Comentários da Brooke jogando no celular

Brooke: Vamos lá, aguenta aí... Vira nessa curva... Ahhh, merda! Foi mal, fazendeiros. Vai, levanta! Ferrari, sai da minha frente, valeu? Quase lá... Terceiro lugar? Besteira! Tão roubando!


Comentários do Samuel varrendo o chão

Samuel: Eu não me importo de varrer o chão, mas vocês não podem limpar seus malditos pés? Estão deixando sujeira em todo o lugar. Porém, esse esfregão é ótimo. Eu deixo tudo limpo. Me sinto como um fantasma pra esses meninos. Eles mal olham para mim. Pobre garota. Ninguém deveria desaparecer desse jeito...


Banheiro

Max (pensando):(tirando os fones) Vazio. Ótimo. Ninguém vai poder ver minha crise. A não ser eu mesma.

Max respira fundo e lava o rosto usando uma das pias, e depois tira do bolso uma foto sua.

Max (pensando): Relaxa. Pare de se torturar. você tem "um dom".

Max: Foda-se.

Max rasga a foto. Uma borboleta aparece e Max se aproxima dela.

Max (pensando): Quando uma porta se fecha, uma janela se abre... Ou algo do tipo.

A borboleta pousa em um balde no canto.

Max (pensando): Ok, garota, você não tem uma oportunidade fotográfica dessas todos os dias...

Max vai até a borboleta e tira uma foto dela. A borboleta voa e pousa em uma das pias. Nathan entra no banheiro e fecha a porta. Max ouve o barulho e se vira.


Conversa de Nathan e Chloe

Nathan: Relaxa, Nathan... Não se estressa... Você tá bem, cara, só... conta até três... Não tenha medo... Você é o dono da escola... Se eu quisesse, poderia explodi-la... Você é quem manda...

Chloe entra.

Nathan: Então, o que você quer?

Chloe (abrindo as outras portas): Espero que tenha verificado o perímetro, como o idiota do meu padrasto falaria. Agora, vamos falar de negócios.

Nathan: Não tenho nada pra você.

Chloe: Errado. Você tem muita grana.

Nathan: É a minha família quem tem, não eu.

Chloe: Ah, bú, bú... coitado do riquinho. Eu sei que você tem vendido drogas e outras merdas pra alguns garotos aqui... Aposto que sua família respeitável me ajudaria se eu fosse até eles. Cara, já consigo ver as manchetes...

Nathan: Deixa eles fora disso, vadia.

Chloe: Posso dizer pra todo mundo que o Nathan Prescott não passa de um retardado que implora feito uma menininha e fala sozinho...

Nathan pega sua arma e aponta para Chloe.

Nathan: Você não faz ideia de quem eu sou com quem está se metendo!

Chloe: De onde você tirou isso? O que tá fazendo? Qual é, abaixa essa coisa!

Nathan: NUNCA me diga o que fazer. Estou FARTO de pessoas tentando me controlar!

Chloe: Você vai ter muito mais problemas por isso do que pelas drogas.

Nathan: Ninguém nunca ia sentir falta de uma retardada como você, ia?

Chloe: Tira essa arma de perto de mim, seu psicopata!

Chloe empurra Nathan e ele puxa o gatilho, acertando ela no estômago. Max grita e ergue sua mão direita. A arma e Chloe caem no chão em câmera lenta. Segundos depois, a sequência reverte rapidamente e Max acorda de novo na aula.


Aula do Jefferson

Max (pensando): Nossa! Que porra é essa...? Como? Como assim? Eu estava no banheiro... Ele atirou naquela pobre garota... Eu levantei a mão... e aí voltei pra cá.

Jefferson repete a aula ao fundo. A caneta da Stella cai no chão.

Max (pensando): Eu já assisti à essa aula...

Taylor joga uma bola de papel na Kate.

Max (pensando): Agora a Kate está sendo incomodada de novo... E, se o celular da Victoria tocar... a parada é séria.

O celular da Victoria vibra. Max derruba sua câmera acidentalmente e acaba quebrando-a.

Max (pensando): Merda! Cara, não acredito nisso... Certo, se estou maluca, é melhor ir até o final... Eu consigo mesmo voltar no tempo?

Max ergue sua mão direita e volta no tempo. A câmera é consertada e retorna à sua posição original.

Max (pensando) (olhando para a mão) Eu consegui... Eu consegui mesmo! Sou uma máquina do tempo humana...

Max (pensando): Max, não enlouqueça. Não ainda. Mantenha a calma, Max. Quando tirei a minha selfie, o Jefferson me fez uma pergunta. Se ele fizer de novo, saberei que isso é sério.

Max tira uma selfie.

Sr. Jefferson: Shh, acho que a Max tirou o que vocês jovens chamam de "selfie"... Uma palavra idiota para uma tradição fotográfica incrível. E a Max... tem um dom.

Max (pensando): Eu sei que não estou sonhando. É de verdade. Tenho certeza.

Sr. Jefferson: É claro, como todos sabem, o retrato fotográfico é popular desde o início de 1800. A geração de vocês não foi a primeira a usar imagens para se expressar com "selfies". Foi mal. Não pude resistir.

Max (pensando): Então eu consigo voltar no tempo... E se aquela garota ainda estiver viva? Será que posso salvá-la?

Sr. Jefferson: O fato é que, o retrato sempre foi um aspecto essencial da arte e da fotografia, desde o seu surgimento.

Max (pensando): Preciso ir rápido ao banheiro pra descobrir!

Sr. Jefferson: Agora, Max, como você capturou nosso interesse e claramente quer participar da conversa, pode por favor nos dizer o nome do processo que deu origem aos primeiros autorretratos?

Estou passando mal.
Max: Desculpe, estou passando mal. Pode me dar licença?

Tenho que usar o banheiro.
Max: Desculpe, mas eu preciso muito usar o banheiro.

Sr. Jefferson: Boa tentativa, Max. Mas você não vai se safar tão fácil assim. Podemos conversar mais depois da aula.

Max (pensando): (balançando a cabeça) Merda, o Jefferson quer que eu fique aqui depois da aula. E eu preciso de tempo pra salvar aquela garota...

Sr. Jefferson: Tem alguém aqui que sabe a resposta certa?

Victoria: Louis Daguerre foi um pintor francês que criou o "daguerreótipo", um processo que deu aos autorretratos um estilo refletivo, como um espelho. (virando para Max) Agora você está completamente presa na zona retrô. Que triste.

Sr. Jefferson: Muito bem, Victoria.

Max (pensando): E se eu voltar no tempo de novo e der a resposta certa pra ele?

Max volta no tempo.

Sr. Jefferson: Agora, Max, como você capturou nosso interesse e claramente quer participar da conversa, pode por favor nos dizer o nome do processo que deu origem aos primeiros autorretratos?

Max: O processo daguerreótipo. Inventado por um pintor francês chamado... Louis Daguerre. Nos meados de 1830.

Sr. Jefferson: Alguém andou lendo além de posar. Bom trabalho, Max.

Victoria bufa para Max e se vira para ela.

Sr. Jefferson: O processo daguerreótipo tornou o retrato bastante popular, principalmente porque trouxe uma imagem clara e definida aos temas. Vocês poderão aprender mais quando terminarem de ler os capítulos mencionados. A Max, até agora, está bem à frente de todos.

O sinal toca.

Sr. Jefferson: E, pessoal, não se esqueçam do prazo para mandar uma fotografia para a competição "Heróis do Cotidiano". Eu viajarei com o vencedor para São Francisco, onde ele será presenteado com o mundo da arte. É uma ótima exposição e pode dar início à uma grande carreira fotográfica. Então, Stella e Alyssa, se organizem. Taylor, não se esconda, ainda estou esperando a sua participação também. E, sim, Max, estou vendo você fingir que não me vê.

Max (pensando): Max, você não está louca e nem está sonhando. Está na hora de ser uma heroína do cotidiano.


Conversa Opcional com a Kate

Kate: Boa resposta, Max. Você está bem? Parece pálida.

Max: Kate, hm, nós já nos falamos hoje?

Kate: Essa é a primeira vez. Qual é o problema?

Max: Desculpa, estou viajando. Muito estresse.

Kate: Sei como é.

Tenho que ir.
Max: Tenho que ir... Muita coisa acontecendo agora.

Kate: Claro.

Queria que não fosse assim.
Max: Queria que não fosse assim. Eu tenho que ir agora, mas podemos conversar mais tarde, se quiser.

Kate: Vou ver como estarei. Obrigada, Max.


Max tenta sair da sala de aula, mas é parada por Jefferson.

Sr. Jefferson: Estou te vendo, Max Caulfield. Nem pense em sair daqui até conversamos sobre sua participação.

Max vai até Jefferson.


Conversa de Jefferson e Max

Sr. Jefferson: Eu jamais deixaria uma das futuras estrelas da fotografia não entregar sua foto.

Não estou evitando.
Max: Não estou evitando, só estou...

Sr. Jefferson: Ganhando tempo, esperando o ilusório "momento certo"?

Max: Exatamente.

Não sei se tenho.
Max: Ah, é, não sei se tenho uma.

Sr. Jefferson: Considerando o seu hábito com as selfies, tenho certeza de que você já tem umas mil fotos.

Max: Vai demorar muito tempo até eu achar uma boa.

Sr. Jefferson: Max, não espere demais. O John Lennon disse uma vez que "A vida é aquilo que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos." Pode ir, não me deixe detê-la.

Max volta no tempo.

Max: Com licença, Sr. Jefferson, posso falar com você por um segundo?

Victoria: Sim, dá licença.

Sr. Jefferson: Não, Victoria, dá licença você. Eu jamais deixaria uma das futuras estrelas da fotografia não entregar sua foto.

Max: Estou cuidando disso. Acho que o John Lennon disse uma vez que, "A vida é aquilo que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos."

Sr. Jefferson: Max, você está com tudo hoje. Todas as respostas certas. Ótimo. Tente terminar de trabalhar nisso hoje. Tenho fé em você.

Max sai da sala de aula.


Corredor

Max (pensando): Espero ter tempo suficiente pra chegar no banheiro... por favor... por favor... Não posso contar a ninguém... vão achar que sou maluca!

Max entra no banheiro.


Banheiro

Max (pensando): Certo, Max, refaça cada passo... (se aproxima da pia) Eu lavei o rosto... (lava o rosto) Rasguei minha foto... (rasga a foto) Depois... a borboleta entrou... E eu tirei uma foto...

Max tira uma foto da borboleta. Ela espera escondida no canto Nathan e Chloe aparecerem.

Nathan: ...Deixa eles fora disso, vadia.

Chloe: Posso dizer pra todo mundo que o Nathan Prescott não passa de um retardado que implora feito uma menininha e fala sozinho...

Nathan: Você não faz ideia de quem eu sou com quem está se metendo!

Chloe: De onde você tirou isso? O que tá fazendo? Qual é, abaixa essa coisa!

Max (pensando): Caramba, tá acontecendo de novo. (olha para o alarme de incêndio) Preciso de um martelo pra quebrar o vidro!

Nathan: NUNCA me diga o que fazer. Estou FARTO de pessoas tentando me controlar!

Chloe: Você vai ter muito mais problemas por isso do que pelas drogas.

Nathan: Ninguém nunca ia sentir falta de uma retardada como você, ia?

Chloe: Tira essa arma de perto de mim, seu psicopata!

Nathan atira em Chloe.

Nathan: Ah.. Merda! Não, não, não, não...

Ele deixa a arma cair no chão. Ele começa a sacudir a Chloe e caminhar pelo banheiro bastante nervoso.

Max (pensando): Puta merda, não posso deixar isso acontecer... Se eu puder voltar no tempo de novo, vou conseguir ajudá-la.

Max volta no tempo.

Nathan: NUNCA me diga o que fazer. Estou FARTO de pessoas tentando me controlar!

Chloe: Você vai ter muito mais problemas por isso do que pelas drogas.

Nathan: Ninguém nunca ia sentir falta de uma retardada como você, ia?

Max empurra um carrinho e encontra um martelo no chão. Ela pega o martelo, quebra o vidro e dispara o alarme.

Nathan (olhando para trás): Sem essa...

Chloe: NUNCA mais encoste em mim, aberração!

Chloe empurra Nathan e ele cai no chão. Ela sai do banheiro e Nathan pega sua arma e esbarra nos pedaços da foto de Max no chão.

Nathan: Outro dia de merda...

Nathan sai do banheiro.

Max (pensando): Isso não aconteceu! Não pode ser verdade! Acabei de ver uma garota ser baleada e, em seguida, a salvei! Que porra é essa que tá acontecendo? Não. Pire. De. Vez.

Max sai do banheiro.


Corredor

Conversa com o David

David: Ei, você ouviu o alarme de incêndio? Significa que você deveria estar lá fora.

Max: Eu tive que usar o banheiro...

David: Garotas sempre usam essa desculpa.

Max: Desculpa pra o quê?

David: Pra seja lá o que você está planejando. Seu rosto está coberto de culpa.

Max: O alarme me assustou.

David: Então vaza daqui, mocinha. Ou está escondendo algo? Hein?

Diretor Wells: Obrigado, Sr. Madsen, a situação está sob controle. Não há nenhuma emergência aqui. Deixe a senhorita Caulfield em paz e por favor desligue o alarme, já que é este o seu trabalho.

David vai embora.


Conversa com o Diretor Wells

Max vai sair do prédio, mas Wells a interrompe.

Wells: Espere, Max. Volte aqui. Você parece um pouco estressada. Está tudo bem?

Max: Eu... só estou um pouco preocupada... com o meu futuro.

Wells: Você está suando. É só isso que está acontecendo? Você pode sempre ser honesta comigo, Max. Ou você fez algo errado... é isso? Hein, Max? Fale para mim.

Max: Acabei de ver o Nathan Prescott com uma arma... no banheiro feminino.

Wells: Nathan Prescott? Tem certeza?

Max: Sim. Ele estava no banheiro falando sozinho, com uma arma. Eu vi tudo! Ele estava gaguejando que nem um maluco...

Wells: Ok, acalme-se, acalme-se. Então você viu isso... sem ele ver você?

Max: Eu estava escondida no canto. Eu tenho todo o direito de estar lá. É o banheiro feminino...

Wells: Eu sei, eu sei. Só queria saber exatamente o que aconteceu. Acontece que o Sr. Prescott é da família mais respeitada da cidade. E um dos alunos mais importantes da Blackwell. Portanto, é difícil acreditar que ele estava portando uma arma no banheiro feminino. E o que aconteceu depois?

Max: Depois... depois ele foi embora. Eu corri até aqui pensando no que fazer. Você vai suspender ele?

Wells: Essa é uma acusação muito séria. Vou averiguar o assunto pessoalmente. Obrigado por trazê-lo para mim.

Max: Só isso? Depois de tudo que lhe falei...

Wells: Continuaremos essa conversa mais tarde, no meu escritório... Agora por favor vá lá para fora com o resto da turma, senhorita Caulfield.

Max (pensando): É claro que esse robô acadêmico não vai fazer nada, já que a família Prescott manda na Blackwell agora. Será que eu deveria voltar no tempo e mudar a minha história?

Max: Eu só passei mal na aula... Hm, problemas de mulheres...

Wells: Exceto que você estava perambulando por aí feito um zumbi. E você acha que essa é a primeira vez que uma aluna tenta usar esse truque comigo?

Max: É a verdade. Eu senti tontura na aula do Sr. Jefferson...

Wells: Apenas me diga o que está escondendo. Você pode confiar em mim.

Max: Não tenho nada a esconder. Eu passei mal. Acontece, sabe...

Wells: De novo com essa atitude de adolescente. Quer saber, já ouvi o bastante. Não pense que eu não sei o que acontece por aqui. Você está aqui há apenas três semanas e já está causando conflito. Não acho que seus pais aprovarão isso quando descobrirem. Agora vá lá para fora com a turma. Por favor.

Max (pensando): Não, ele não acreditou em nada. Eu provavelmente acabei de jogar minha bolsa no lixo... Sim, eu poderia voltar no tempo e dizer à ele toda a verdade...

Max sai do prédio.


Campus Principal

Diretor Wells (alto-falantes): Nathan Prescott, por gentileza, compareça ao escritório do diretor. Obrigado.


Conversa Opcional com a Srta. Grant

Max: Olá, Srta. Grant.

Michelle: Com licença, Max? Eu sei que todos adoram que alguém peça para que assinem um abaixo-assinado, mas você faria um grande favor à Srta. Grant de me escutar?

Max: Claro, eu sempre tenho tempo pra você. Sobre o que é esse abaixo-assinado?

Michelle: David Madsen, nosso chefe de segurança, quer colocar câmeras de vigilância em todo o campus. Corredores, salas de aula, ginásios, quartos dos dormitórios, etc. A Academia Blackwell deveria ser um colégio, e não uma prisão de segurança máxima.

Max: O David Madsen não precisa de outra desculpa pra importunar os alunos por aqui...

Michelle: Max, isso não se trata de personalidades, isso se trata de proteger os direitos civis e o legado de liberdade da nossa escola.

Max: Isso é loucura. Entendo por que as escolas deveriam estar em alerta hoje em dia, mas câmeras nos quartos dos dormitórios?

Michelle: É uma bola de neve. E cabe a você e seus colegas impedirem isso.

Max: Acho que as câmeras poderiam ter ajudado a Rachel. Entendo os dois lados.

Michelle: Você é muito justa, Max. E todos nós rezamos para que a Rachel seja encontrada sã e salva, e que a alma dela seja abençoada. No entanto, esse abaixo-assinado não é sobre ela.

Michelle: A Academia Blackwell tem uma nobre herança, desde os nativo-americanos que fundaram esta terra até os pioneiros que a dividiram em paz, sem medo nem violência.

Max: Os nativo-americanos?

Michelle: As tribos que estavam aqui primeiro e deram boas-vindas aos colonizadores. Ambas culturas descobriram uma simbiose mútua e passaram a prosperar juntas.

Max: A Blackwell é tão antiga assim? Isso é incrível.

Michelle: Você deveria aprender um pouco da história de sua escola. Vai descobrir vários fatos fascinantes. Há muito poder nesta região. Acho que isso ajuda a criatividade a fluir por aqui.

Max: Você sabe bastante sobre a Blackwell pra ser a professora de ciências.

Michelle: Ciência é história, Max. E eu tenho um desejo secreto de dar aulas sobre histórias e lendas locais. Há muitos fatos únicos desta região que você poderia gostar muito de aprender.

Michelle: Agora antes que eu te passe um dever de casa sobre esta matéria, você poderia assinar o abaixo-assinado para impedir que o nosso campus volte para 1984?

Max: Com certeza. Eu não me importo com segurança, mas... pura vigilância é outra coisa.

Michelle: Eu sabia que você era minha nova aluna favorita na Blackwell por um bom motivo.

Max: Srta. Grant, eu respeito muito sua paixão e conhecimento, mas algumas câmeras de segurança por aqui fariam eu me sentir um pouco mais segura.

Michelle: Não sou contra a segurança, Max. Todos nós deveríamos nos preocupar quando o espaço privado se torna público. A sua geração foi induzida a pensar que tudo deve ser registrado.

Max: Bom, estou com um pouco de pressa agora, não tenho tempo para isso...

Michelle: É uma pena. Coisas muito sérias estão acontecendo na Blackwell e elas afetam principalmente você. Volte para me ver quando estiver com tempo, promete?


Conversa Opcional com a Brooke

Max: Olá, Brooke.

Brooke: Deixa eu adivinhar... Você quer pilotar o meu drone?

Max: Eu adoraria! Adoro aviões, balões e...

Brooke: Nenhuma das opções. Você sabe mesmo o que é um drone?

Max: Uma arma, certo?

Brooke: Hm, você lê muitos sites de conspiração. Isso pode ser complicado demais pra você. Engraçado, o Warren disse que você era esperta. Por favor, se afasta.

Max: Ele é seu mesmo? Isso não é ilegal?

Brooke: É claro. Ninguém sabe dele ainda.

Max: Isso não é considerado uma arma de guerra?

Brooke: Hm, você lê muitos sites de conspiração. Isso pode ser complicado demais pra você. Engraçado, o Warren disse que você era esperta. Por favor, se afasta.

Max: Parece um drone Hi-Fi, modelo... B400 EVO? Isso que é tecnologia.

Brooke: Você é uma caixa de surpresas. Como sabe disso?

Max: Eu amo fotografias aéreas. Drones são perfeitos pra isso, especialmente os de longo alcance. É uma nova era de imagens.

Brooke: Muito impressionante, Max. O Warren disse que você tinha muitas facetas. Aqui, dê uma volta no campus com o drone.


Conversa Opcional com o Hayden

Max: E aí, Hayden.

Hayden: Aí está ela, a mestra das selfies retrô.

Max: A própria. Você parece relaxado como sempre, Hayden.

Hayden: É uma habilidade que se cultiva na Blackwell. Especialmente quando se representa o Clube Vortex. Sem ostentar.

Max: O que diabos é o Clube Vortex, afinal de contas? Parece ser tão elitista...

Hayden: Apenas se você não for legal o suficiente pra entrar. E não mancha seu currículo.

Max: Se você diz...

Hayden: Digo sim. Mas você podia sair com a gente alguma noite. Aí acho que você não ficaria fofocando tanto.

Max: Sair com o Clube Vortex?

Max: Acho que não. Não sou muito festeira.

Hayden: Isso porque você nunca foi à uma festa com a gente. Ou até mesmo com a Victoria, que é bem engraçada quando tá doidona.

Max: Você quer mesmo que o Nathan Prescott "represente"?

Hayden: Ah, por favor. O Nathan é tipo o boneco de vodu de todos. "Matem o riquinho!" Ele não tem nenhum problema, é legal sair com ele. Que se fodam os incomodados.

Max: Ele parece bastante instável pra mim.

Hayden: O Nate tem seus momentos extremos, mas... todos nós temos, não?

Max: Não sei ainda, Hayden.

Max: Justo, mas eu ainda assim não vou à uma festa com ele.

Hayden: Não sabe o que está perdendo. O cara é hilário pra cacete quando tá chapado. E ele sempre tem a melhor parada.

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